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Livro: Uma Síntese a Filosofia Medieval

  Olá pessoal! Depois de um tempo, estou retomando as atividades por aqui. Uma das razões que contribui para esse hiato foi a falta de tempo...


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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Sexto Empírico - Ceticismo universal

Sexto Empírico

Médico e filósofo grego de origem incerta, um dos representantes mais importantes do ceticismo pirroniano, cujos escritos têm sido fonte da maioria das referências desta corrente filosófica. Não se sabe com exatidão de onde era originário, porém viveu em Atenas, Alexandria e Roma. O sobrenome Empírico veio de suas concepções filosóficas e, especialmente, por sua prática médica. Escreveu varios livros dedicados ao pirronismo, doutrina criada por Pirron de Elida (365-275 a. C.), também conhecida como ceticismo, hoje conhecidos através de diversos manuscritos traduzidos e guardados especialmente em bibliotecas espanholas.

Seus três primeiros livros são conhecidos como Argumentações pirrônicas. Em seus escritos nota-se uma forte influência de Pirro de Élida (365-275 a. C.) e Enesidemo de Cnosos, e são dirigidos contra a pretensão dogmática de conhecer a verdade absoluta, tanto em questões de moral como de ciência, pensamento que caracterizou sempre a escola cética. Os céticos também são chamados de zetéticos por seu afã de indagar e observar, eféticos pela suspensão do juízo produzida pela investigação, aporéticos por duvidar de tudo e pirrônicos por causa de Pirro ou Pirron, o fundador do ceticismo.

Seus escritos têm uma importância fundamental para o conhecimento do pensamento antigo. Por exemplo, em sua obra de sete livros Adversus mathematicus, dirigida especialmente contra os professores, relata dados importantes para o conhecimento da história da astronomia, gramática e ciência antiga, ou em termos gerais, a teología estoica. Também é conservado um tratado seu sobre medicina.
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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Boécio - Período Romano


Boécio (480 - 525)
                Boécio acreditava que a cultura latina do seu tempo estava em crise e
buscou na preservação e difusão da cultura grega a solução para essa fase difícil que passava o conhecimento romano. Para fazer com que os latinos conhecessem a cultura grega Boécio planejou traduzir para o latim as obras de Aristóteles e Platão, mas conseguiu traduzir somente alguns livros.
            Para o filósofo, os seres universais como O Belo, O homem, O Universo, existem somente enquanto ideias em nosso intelecto. Eles são portanto imateriais pois são abstrações que nós criamos para entender a realidade. No mundo material o belo existe somente como atributo de coisas singulares e é através dessas coisas singulares que podemos abstrair, formar uma ideia do Belo universal.
            Sendo a filosofia o amor à sabedoria e causa suficiente de si mesma, ela é também a busca pelo conhecimento de Deus, pois ele é a sabedoria absoluta. E é nessa sabedoria absoluta que devemos buscar a felicidade e não nas coisas terrenas. Deus é a felicidade e o máximo bem. O Uno, Deus e o Bem são para Boécio a mesma coisa.
            Para responder a pergunta da origem do mal, já que o mundo é dirigido por Deus, Boécio utiliza a providência divina e diz que está fora do nosso entendimento percebermos todos os desígnios de Deus. Todas as coisas são feitas para atingir o bem, e não o mal. O mal é um erro de análise feito por pessoas de pouco conhecimento. Elas buscam o bem, mas por um cálculo falho, por um exame imperfeito causado pela falta de conhecimento, elas fazem o mal.
            Outra questão que preocupou o filósofo foi a do destino e da liberdade. Se Deus tem um destino para os seres humanos esse destino destrói a liberdade de sermos quem quisermos ser e fazermos o que quisermos fazer. Para Boécio Deus realmente sabe tudo o que vai acontecer, mas não existe a necessidade de que tudo o que ele sabe que possa acontecer aconteça realmente. Para Deus não existe passado ou futuro, mas um constante presente e um conhecimento completo de tudo que aconteceu ou pode acontecer.
            Sobre a música Boécio distingue três gêneros: a música cósmica, que os homens não percebem, pois é uma música gerada pelos astros do universo; a música humana, que é a mescla do movimento de nossa alma e do nosso corpo e que só poderemos ouvir através de um exame profundo do nosso interior; e por último a música prática que é a música criada pela vibração dos instrumentos musicais e pela voz.

Sentenças:
- A música é parte de nós e enobrece ou degrada o nosso comportamento.
- O homem é um animal bípede e racional.
- O homem é um mundo em miniatura.
- Se Deus existe de onde vem o mal? E se não existe de onde vem o bem?
- De todos os infortúnios da fortuna, de ter sido feliz é a mais infeliz tipo de desventura.
- Quem pode julgar os amantes? O amor é uma lei para si mesmo.
- Nada é mais fugaz do que a forma exterior, sua aparência muda como as flores do campo.
https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=http://ler-agora.jegueajato.com/Boecio/A+Consolacao+da+Filosofia+(624)/A+Consolacao+da+Filosofia+-+Boecio?chave%3D1677cfea7cb1b4e721f78316a481fd9c&dsl=1&ext=.pdf





Lista dos Filósofos do período Helenístico:
Helênicos

Romanos
Marco Aurélio


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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Marco Aurélio - Estoicismo




 Marco Aurélio nasceu em 121 d.C. Subiu ao trono aos quarenta, em 161, e morreu
em 180 d.C. Sua obra filosófica, redigida em grego, intitula-se Recordações (ou Soli- lóquios) sendo constituída por uma série de máximas, sentenças e reflexões (de “fragmentos”, como diríamos hoje), escritas até mesmo durante suas duras campanhas militares (e que não tinham por objetivo a publicação).
Uma das características do pensamento de Marco Aurélio, a que mais impressiona os leitores de Recordações, é a insistência com que ele tematiza e reafirma a caducidade das coisas, sua passagem inexorável, sua monotonia, insignificância e substancial nulidade.
Esse sentimento das coisas já se encontra decididamente distante do sentimento grego, não apenas da época clássica, mas também do primeiro helenismo. O mundo antigo está se dissolvendo e o cristianismo começa inexoravelmente a conquistar os espíritos. Encontra-se em andamento a maior revolução espiritual, que começa a esvaziar todas as coisas de seu antigo significado. E é essa reviravolta, precisamente, que dá ao homem o sentido da nulidade de tudo.
Marco Aurélio, porém, está profundamente convencido de que o antigo verbo estóico continua em condições de mostrar que as coisas e a vida, para além de sua aparente nulidade, têm sentido preciso.

a) No plano ontológico e cosmológico, é a visão panteísta do Uno-todo, fonte e estuário de tudo, que resgata as existências individuais da falta de sentido e da vaidade.

b) No plano ético e antropológico, é o dever moral que dá sentido ao viver. E, nesse plano, Marco Aurélio acaba, em mais de um ponto, por refinar alguns conceitos da ética estóica a ponto de levá-los a tocar conceitos evangélicos, embora em bases diferentes. Aliás, Marco Aurélio não hesita em infringir expressamente a ortodoxia estóica, sobretudo quando procura fundamentar a distinção entre o homem e as outras coisas, e a tangência do homem com os deuses.


Como sabemos, a Estoá distinguira o corpo da alma no homem, dando clara proe- minência à alma. Entretanto, essa distinção nunca chegou a ser radical, porque a alma continuava como ente material, um sopro quente, ou seja, pneuma, permanecendo portanto com a mesma natureza ontológica do corpo.


Marco Aurélio rompeu esse esquema, assumindo três princípios como constitutivos do homem:
a) o corpo, que é carne;
b) a alma, que é sopro ou pneuma;
c) o intelecto ou mente (nous), superior à própria alma.
Enquanto a Estoá identificava o hegemônico ou princípio diretor do homem (a inteligência) com a parte mais alta da alma, Marco Aurélio o coloca fora da alma, identificando-o precisamente com o nous, o intelecto.
Com base no que dissemos, pode-se entender muito bem porque, para Marco Aurélio, a alma intelectiva constitui nosso verdadeiro eu, o refúgio seguro para o qual devemos nos retirar para nos defendermos de qualquer perigo e para encontrar as energias de que necessitamos para viver uma vida digna de homens.
O hegemônico, isto é, a alma intelectiva, que é o nosso Demônio, é invencível, se assim o quiser. Nada pode obstaculizá-lo,

nada pode dobrá-lo, nada pode golpeá-lo, nem fogo nem ferro nem violência de qualquer espécie, se ele não o quiser. Somente o juízo que ele emite sobre as coisas pode golpeá-lo; mas, então, não são as coisas que o atingem, e sim as falsas opiniões que ele mesmo produziu. Desde que conservado reto e incorrupto, o “nous” é o refúgio que dá ao homem a paz absoluta. A velha Estoá já destacara o vínculo comum que liga todos os homens, mas somente o Neo-estoicismo romano elevou esse vínculo ao preceito do amor. E Marco Aurélio encaminhou-se sem reservas nessa direção: “E ainda é próprio da alma racional amar o próximo, o que é verdade e humildade (...)”.
Também o sentimento religioso de Marco Aurélio vai muito mais além do que o da velha Estoá: “dar graças aos deuses do fundo do coração”, “ter sempre Deus na mente”, “invocar os deuses” e “viver com os deuses” são expressões significativas que se repetem nas Recordações, prenhes de novas valências. Mas o mais significativo de todos a respeito disso é o seguinte pensamento: “Os deuses não podem nada ou podem alguma coisa. Se não podem, por que lhes diriges preces? Se podem, por que não lhes suplicas que te concedam não temer nem desejar algumas dessas coisas e de não te amargurares por algumas delas, ao invés de obtê- las ou evitá-las? Porque, de qualquer forma, se eles podem ajudar os homens, devem ajudá-los também nisso. Talvez digas: ‘Os deuses deram-me faculdade para agir a esse respeito.’ Então, não é melhor que te sirvas livremente daquilo que está em teu poder ao invés de inquietar-te servil e vilmente por aquilo que não está em teu poder? Ademais, quem te disse que os deuses não nos coadjuvam também naquilo que está em nosso poder? Começa a suplicar-lhes nesse sentido e verás.”
Com Marco Aurélio, o estoicismo sem dúvida alcançou seu mais alto triunfo, no sentido de que, como já se observou justamente, “um imperador, o soberano de todo o mundo conhecido, professou-se estóico e agiu como estóico” (M. Pohlenz). Mas, logo depois de Marco Aurélio, o estoicismo iniciou seu declínio fatal: poucas gerações depois, no séc. III d.C., desapareceu como corrente filosófica autônoma.


Lista dos Filósofos Helênicos:
Helênicos
Euclides
Pirro
Epícuro
Aristarco
Arquimedes
Eratóstenes
Plotino
Epiteto
Ptolomeu

Romanos
Sêneca 
Cícero
Boécio

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sábado, 6 de abril de 2019

Sêneca


Sêneca (4 - 65)

            Lúcio Aneu Sêneca distingue o corpo da alma, o corpo é o que prende a alma e a alma é onde está o verdadeiro homem. Para que a alma se torne pura, ela tem que se libertar do corpo que é um peso que prende a alma nas coisas materiais. A alma tem uma parte racional e outra irracional. A parte irracional é dividida em duas, uma das paixões que é irascível e ambiciosa e outra humilde que é branda e que busca o prazer.
            Na filosofia de Sêneca a consciência é a capacidade de conhecimento que o homem tem de distinguir entre o bem e o mal. As pessoas não podem livrar-se dessa capacidade, não conseguem esconder-se dela porque as pessoas não podem esconder-se de si mesmas. O criminoso pode evitar a punição da lei, mas não evita a punição de sua consciência que é um juiz que não perdoa ninguém.
            O pecado está na estrutura e na fundamentação do homem. Para sermos homens precisamos pecar, se alguém nunca pecar, não é homem, mesmo o sábio é um pecador. Existe um constante contraste entre aquilo que o homem é e aquilo que o homem deveria ser. Essa hesitação entre ser uma coisa ou ser outra, em escolher entre o bem e o mal é algo exclusivo dos seres humanos.
            Sêneca era contra a escravidão e contra as diferenciações sociais entre as pessoas. O que pode dar valor e nobreza a uma pessoa é somente a virtude e essa todos podem ter. Na sociedade o que define se alguém vai ser escravo ou um nobre é somente a sorte do nascimento. Em sua origem todos os homens eram iguais. A nobreza é uma construção de cada homem no desenvolvimento do seu espírito.
            Devemos nos comportar com os nossos inferiores como gostaríamos que nossos superiores se comportassem conosco. O amor e a fraternidade é que deve fundamentar a relação entre as pessoas. Para ele a filosofia tem uma finalidade prática. O homem tem que conhecer a natureza e os seus fenômenos para perder o temor do mundo. Acreditava na predestinação dos homens que podem aceitar ou rejeitar seu destino, se aceitarem, podem viver em liberdade, se rejeitarem não terão uma vida livre.

Sentenças:
- Quem corre em um labirinto se confunde com a própria velocidade.
- Saber mais que os outros é fácil, difícil é saber melhor que os outros.
- Perdemos o dia esperando a noite e perdemos a noite esperando amanhecer.
- Os costumes começam como vícios.
- A verdadeira felicidade não é ter tudo, mas não desejar nada.
- Quem morre se adianta no caminho.
- Vemos melhor o sol quando ele está se pondo.
- A justiça tardia se parece muito com a injustiça.
- Se queres teus segredos guardados, guarda-os você mesmo.
- Quando não sabemos a que porto estamos indo, qualquer vento é favorável.
- De todos os dias da nossa vida, poucos dedicamos a nós mesmos. 
- Pobre não é quem tem pouco, mas quem muito deseja.
- É inútil dar conselhos à um sábio e aconselhar um ignorante é perca de tempo.   
- Quem é temido por muitos deve também temer a muitos.
- A paz é conveniente ao vencedor e necessária ao vencido.
- Sou homem e não considero estranho nada que é humano.
- Somos todos membros de um grande corpo.
- A divindade está perto de você, está contigo, está dentro de ti.

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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Cícero

Cícero nasceu em 106 a.C. e morreu em 43 a.C., Recebeu os ensinamentos dados aos oradores, filósofos, poetas e jurisconsultos da época.

Seu primeiro caso como advogado foi em 80 a.C., quando defendeu Sextio Róscio, em um processo que assumiu importância política, já que era o ditador Sila que estava contra o acusado, de ter praticado parricídio. Vitorioso, escapou da vingança de Sila fugindo para Grécia, onde se dedicou ao estudo da filosofia e da oratória.
Cícero só voltou para Roma após a morte de Sila e com grande prestígio foi eleito questor, em 75 a.C., para servir na Sicília, onde ficou conhecido como um administrador justo. Era o primeiro passo para a hierarquia política de Roma Antiga.
Em 69 a.C. foi eleito edil, em 66 a.C. foi eleito pretor, e em 63 a.C. foi eleito cônsul, obtendo duas vitórias ao defender o Senador Caio. Como pretor fez um importante pronunciamento político, reivindicando para Pompeu o comando das tropas romanas, com o apoio dos conservadores do Senado, os optimates.
Cícero participou de grandes eventos da história política de Roma, como as guerras civis e a ditadura de Júlio César, tornou-se um dos homens mais importantes de Roma ao lado de Marco Antônio. Cícero, o porta-voz do Senado, e Marco Antônio, cônsul.
As desavenças entre os dois eram constantes. Cícero atacou Marco Antônio, colocando contra ele os membros do senado. Marco Antônio organizou uma marcha para prender Cícero. No dia 7 de dezembro de 43 a.C., Cícero acabou sendo capturado e assassinado. Sua cabeça e mãos foram decepadas e expostas ao povo.
Como filósofo, Cícero escreveu grande parte de seus trabalhos entre 45 e 44 a.C. Alguns são anteriores a esse período, como: "Sobre a República" e "Sobre as Leis”. Outras obras de Cícero são: "Sobre a Consolação" e "Sobre os Objetivos da Ética", "Discussões em Túsculo", "Sobre a Natureza dos Deuses", "Catão o Velho ou Sobre a Velhice", "Sobre a Adivinhação", "Sobre a Amizade" e "Sobre os Deveres".
Assim como Fílon e Antíoco foram os mais típicos representantes do Ecletismo na Grécia, Cícero foi o mais característico representante do Ecletismo em Roma. Diriamos, com uma metáfora moderna, que Antíoco coloca-se claramente “à direita” de Fílon, enquanto Cícero segue mais a linha de Fílon. O primeiro elaborou um Ecletismo

Decididamente dogmático, o segundo um Ecletismo precavido e moderadamente ceticizante. Sem dúvida, do ponto de vista filosófico, Cícero está abaixo de um e de outro, não apresentando nenhuma novidade que seja comparável às formulações do probabilismo positivo do primeiro ou à sagaz crítica anticética do segundo.
Se estamos nos ocupando de Cícero no âmbito da história da filosofia, é mais por motivos culturais que teoréticos. Em primeiro lugar, Cícero oferece, em certo sentido, o mais belo paradigma da mais pobre filosofia, que mendiga em cada Escola migalhas de verdade. Em segundo lugar, Cícero é de longe a mais eficaz, a mais vasta e a mais significativa ponte através da qual a

Filosofia grega se introduziu na área da cultura romana e, depois, em todo o Ocidente: e isso também é mérito não teorético, mas de mediação, de difusão e de divulgação cultural.
O que não impede que Cícero tenha intuições felizes e até agudas sobre problemas particulares, especialmente sobre as questões morais (o De officiis e as Tuscula- nae são, provavelmente, suas obras mais vitais), e até mesmo análises penetrantes. Trata-se, porém, de intuições e análises que se colocam, por assim dizer, abaixo da filosofia; sobre os problemas que estão nas montanhas ele tem pouco a dizer, como, de resto, pouco tiveram a dizer todos os representantes da filosofia romana.

Livros Clássicos de Cícero para Baixar

1. Da República

2. Diálogo Sobre a Amizade
3. Das Leis

4. Catilinárias

Lista dos Filósofos dos Filósofos do período Helenístico:
Helênicos
Euclides
Pirro
Epícuro
Aristarco
Arquimedes
Eratóstenes
Plotino
Epiteto
Ptolomeu

Romanos
Sêneca 
Cícero

Boécio



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